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Tinto: Touriga Goes Low

Tinto: Touriga Goes Low

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1. Onde está o "low"

Um tinto alentejano costuma andar acima dos 13,5%. Este ficou nos 12,5%, e a diferença nota-se à mesa: bebe-se fresco, ao almoço, num dia de calor, sem a sensação de peso que afasta muita gente do tinto no verão.

A decisão começa na vinha, na data da vindima, e continua na adega, num trabalho de extração contido: taninos suaves, sem madeira, sem procura de concentração.

O que se mantém é o carácter da Touriga Nacional — a fruta vermelha e escura, a nota fresca que a casta tem quando não é sobrecarregada.

O açúcar residual é de 0,3 g/l. Seco, sem margem para dúvidas.

2. Nota de prova

Aspeto e aroma
Fruta vermelha e escura em registo fresco, com o traço aromático próprio da Touriga Nacional.

Boca
Leve e equilibrado. Taninos suaves, acidez de 5,2 g/l a segurar o conjunto, estrutura elegante e final seco.

Mesa
Servir entre 8-10 graus, um tinto leve ganha em ser servido mais fresco do que um tinto de guarda. Acompanha carnes brancas, entradas, queijos de meia cura, massas com tomate, atum e bacalhau grelhado.

3. A casta e o lugar

A Touriga Nacional é conhecida pelos vinhos de estrutura: tintos de guarda, vinho do Porto, lotes de grande concentração. Fazer com ela um tinto leve é usar a casta ao contrário do que dela se espera.

Faz sentido nesta casa. A Plansel nasceu em 1982 como viveiro de castas portuguesas — antes de fazer vinho, produzia as plantas. Conhecer a casta desde a planta-mãe é o que permite trabalhá-la fora do registo habitual.

As vinhas estão em Montemor-o-Novo, em solos pardos mediterrânicos de materiais não calcários. A enologia é de Dorina Lindemann.

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